Raphael Salem Filatelia
A técnica da filatelia

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Assim se pratica a filatelia!

Como todos sabemos, os selos são objetos frágeis e delicados. Exigem, portanto, um grande cuidado do filatelista para que não se danifiquem através de rasgos, adelgaçamentos, engorduramentos, enfim, falta de conservação adequada.
Existem inúmeros acessórios para a conservação dos selos bem como para o manuseio e a análise. Enumerarei aqui alguns deles:



1) Pinça: A pinça serve para segurar o selo, não permitindo assim que ele seja danificado pela sujeira, força ou suor das mãos. Existem pinças específicas para selos, com pontas especiais. Geralmente essas pinças têm de 12 a 16 cm de comprimento. As pinças comuns de depilação não devem ser usadas, pois sua ponta afiada marca o papel.
2) Odontômetro: Este acessório é um cartão que mede a denteação do selo, isto é, quantos dentes ele tem em 2 cm (padrão utilizado). Há também odontômetros eletrônicos, aparelhos muito mais modernos e precisos. Existem selos que variam apenas em denteação, por isso é importante o uso do odontômetro para distingui-los e classificá-los da forma correta.
3) Micrômetro: Aparelho utilizado para medir a espessura do papel, em µm (micrometros ou mícrons). Geralmente é usado por filatelistas avançados, peritos filatélicos ou comerciantes, pois a classificação do selo quanto à espessura do papel é algo bem mais específico.
4) Filigranoscópio: É uma pequena bacia de plástico ou cerâmica, de cor preta, para análise da filigrana (marca dágua) e identificação dos defeitos de um selo. É usado em conjunto com benzina retificada, o líquido que permite a visualização da filigrana. Esse líquido é encontrado em farmácias, todavia com venda controlada.
5) Lente: A lente é um acessório importante, que permite a visualização de detalhes e defeitos na impressão do selo. Qualquer lente comum é válida para essa finalidade.
6) Charneiras: São pequenos pedaços de papel gomado que aderem ao selo para colá-los no álbum, pois os selos não são colados inteiramente. Mas as charneiras estão entrando em desuso, uma vez que se popularizaram os protetores plásticos, sobre os quais veremos a seguir.
7) Protetores plásticos: São bandas plásticas que protegem os selos de uma forma muito mais moderna, sem fazê-los aderir diretamente ao álbum, assim conservando a goma original, além da estética. São comumente chamados pelo nome de suas marcas (Hawid®, Filaband®, Maximaphil®, etc.).
8) Catálogo: O catálogo é de muita importância na classificação de um selo. Nele, os selos são apresentados numa ordenação específica. Constam os dados técnicos e cotações de cada selo. Existem catálogos nacionais, internacionais e temáticos.
9) Álbum para selos: O álbum geralmente tem as figuras ou os espaços para cada selo organizados por ordem cronológica, porém há aqueles que são menos específicos, possuindo apenas quadriculados para que lá sejam colocados os selos. Colocam-se os selos com charneiras ou protetores plásticos.
10) Classificador: Como um álbum de fotos, mas com tiras onde se inserem os selos sem aderi-los de qualquer forma. É adequado para o comércio filatélico ou para coleções menos especializadas, abrangentes ou temáticas. Os classificadores devem ser sempre guardados na posição vertical.


Estes são alguns dos acessórios principais dos quais um filatelista se utiliza para exercer a filatelia de uma forma metódica.


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